sábado, 8 de junho de 2013

quinta-feira, 6 de junho de 2013


Experiências com leitura 

Minha ligação com a leitura começou cedo, com seis anos eu já sabia ler e escrever,  e ler para mim, era a melhor diversão, tudo me chamava a atenção,  livros,  gibis, revistas, jornais, lia de tudo, adorava quando a professora pedia para  ler e eu era uma dos poucos alunos da sala que sabia ler sem  gaguejar,  embora a minha leitura sempre provocou risos nos meus colegas, pois eu  vim da Bahia quando tinha cinco anos e tinha um sotaque bem forte, mais isso não me incomodava. Com o passar do tempo o que esses risos que não me incomodavam, passaram a me inibir e eu já não gostava mais de ler na sala de aula, só o fazia quando a professora mandava. Embora isso tenha me bloqueado para a leitura em público eu não parei de ler, mas a empolgação não era mais a mesma e o meu despertar voltou se para a matemática, afinal para fazer contas e cálculos eu não precisava falar, ou melhor, ler, porque falar sempre foi o meu forte. Na leitura eu fiquei apenas com os itens obrigatórios, ler os livros que os professores pediam. Ler em público se tornou uma tortura para mim.  

Hoje não tenho tanto pavor de ler em público, mas tenho que confessar que não vejo aquele prazer na leitura que eu tinha na minha infância. Leio alguns livros quando preciso por um ou outro motivo, e leio também para me distrair, quando o livro me chama a atenção ou algum amigo me indica, mas ainda prefiro fazer contas.......
 
Maria da Glória Farias Machado

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Receita pra se comer queijo... "Não quero faca nem queijo; quero é fome". O comer não começa com o queijo. O comer começa na fome de comer queijo. Se não tenho fome é inútil ter queijo. Mas se tenho fome de queijo e não tenho queijo, eu dou um jeito de arranjar um queijo... Fala de Adélia Prado do texto de Rubem Alves "O desejo de ensinar e a arte de aprender". Estou pegando gosto ...Adorei o Blog.Beijos! Márcia Fraiha.
Alguns fatos da minha infância em relação à leitura e a escrita me marcaram muito. Lembro do meu irmão mais velho chegando em casa após a aula e eu ansiosa pelas tarefas que ele trazia na bolsa. Não tinha idade para frequentar a escola, mas lembro que tinha um caderno brochura e eu fazia as tarefas nesse caderninho. Sempre gostei muito de estudar. Minha vizinha era professora e eu me lembro das aulas que tinha na casa dela, e que foi por causa dela que hoje não sou canhota. Lembro da minha professora da quarta série ( engraçado, a filha dela era minha amiga e não me recordo do seu nome, mas o nome desta professora era Giselda) que nos deu uma lista de 100 palavras para escrevermos 20 vezes cada. Palavras com "s", "ss", "sc" e "cç" . Não fiquei traumatizada , e sempre me recordo deste fato quando corrijo os trabalhos e avaliações dos meus alunos. Depoimento de Mary Pretto